Quando compliance exige arquitetura, evidência e resiliência técnica

26/02/2026

Mercado Financeiro 2026: quando compliance exige arquitetura, evidência e resiliência técnica

A agenda regulatória do mercado financeiro brasileiro para 2026 deixa uma mensagem clara: não basta declarar conformidade. Será cada vez mais necessário demonstrar controle técnico, rastreabilidade e resiliência operacional, com evidências verificáveis.

Esse movimento acontece em paralelo ao aumento real da pressão cibernética sobre o setor. Segundo o IBM Cost of a Data Breach Report, o custo médio global de um vazamento de dados chegou a US$ 4,88 milhões em 2024 — e, no setor financeiro, esse impacto costuma ser ainda mais sensível devido ao efeito reputacional, ao risco sistêmico e às exigências de auditoria.

Ao mesmo tempo, ataques de ransomware seguem entre os principais vetores de paralisação operacional. Relatórios de mercado como o Verizon Data Breach Investigations Report (DBIR) reforçam que credenciais comprometidas, phishing e exploração de vulnerabilidades continuam sendo causas recorrentes em incidentes corporativos, especialmente em organizações com ambientes híbridos e cadeias de terceiros cada vez mais amplas.

Com a regulamentação de ativos virtuais, o aumento das exigências de capital mínimo para fintechs e instituições de pagamento e o reforço das políticas de compliance, as instituições passam a operar em um novo patamar de maturidade tecnológica. O foco deixa de ser apenas “estar em conformidade” e passa a ser prova operacional.

Na prática, reguladores e auditorias vão exigir respostas objetivas para perguntas como: quem acessou sistemas críticos e dados sensíveis, de onde esse acesso foi feito e em qual contexto, como as políticas de segurança são aplicadas em ambientes híbridos e quanto tempo a instituição leva para detectar, conter e se recuperar de um incidente. E, principalmente: onde estão as evidências técnicas que comprovam tudo isso? Sem uma arquitetura moderna, responder a essas questões com consistência e velocidade se torna inviável.

O ponto de ruptura: modelos tradicionais não escalam para 2026

Os ambientes financeiros evoluíram rapidamente para arquiteturas distribuídas, combinando cloud, SaaS, APIs, filiais, usuários remotos e terceiros. Porém, muitas instituições ainda operam com controles herdados, como VPNs concentrando tráfego no datacenter, firewalls perimetrais tentando proteger um perímetro que já não existe, políticas fragmentadas entre rede, identidade e aplicação, além de logs dispersos, sem correlação e sem trilha auditável confiável.

O problema é que esse modelo falha justamente nos três pilares que a regulação passa a exigir com mais rigor:

  1. Rastreabilidade completa
  2. Aplicação consistente de políticas
  3. Capacidade comprovável de resposta e recuperação

Além disso, há um efeito colateral relevante: performance. O tráfego “voltando” ao datacenter para inspeção de segurança aumenta latência, degrada aplicações críticas e gera custos desnecessários — especialmente em ambientes com alto consumo de SaaS e integrações em tempo real.

Zero Trust e SASE: a base técnica para conformidade moderna

É nesse cenário que o Zero Trust deixa de ser tendência e se torna requisito arquitetural. O princípio é simples e direto: nenhum usuário, dispositivo ou rede é confiável por padrão.

Cada acesso precisa ser continuamente autenticado, autorizado, inspecionado e monitorado.

A arquitetura SASE (Secure Access Service Edge) viabiliza essa abordagem ao convergir SD-WAN, segurança e políticas de acesso em uma plataforma distribuída e centralmente governada. Na prática, isso permite aplicar políticas baseadas em identidade, dispositivo, aplicação e contexto, inspecionar o tráfego mais próximo do usuário (reduzindo backhaul), padronizar controles entre matriz, filiais, cloud e home office e, ao mesmo tempo, melhorar performance e consistência de segurança.

Esse caminho acompanha a direção do mercado: segundo o Gartner, o modelo SASE se consolidou como uma das arquiteturas mais estratégicas para empresas que precisam equilibrar conectividade e segurança em ambientes distribuídos, especialmente em setores regulados.

Observabilidade: compliance só existe com evidência técnica

Regulação exige prova, e prova exige telemetria confiável e correlação de eventos. Sem observabilidade, a segurança opera às cegas.

Com observabilidade aplicada à infraestrutura, rede e aplicações, é possível centralizar logs e eventos relevantes, correlacionar acessos, falhas, mudanças e incidentes, além de medir indicadores essenciais para governança, como SLA, MTTR e recorrência de incidentes.

Isso transforma auditoria de um processo reativo e manual em uma capacidade contínua, automatizada e orientada a evidências, reduzindo tempo de resposta e aumentando a previsibilidade operacional.

Resiliência operacional: o elo direto entre capital e risco

As novas exigências de capital mínimo não são apenas financeiras. Elas refletem um entendimento claro do mercado: indisponibilidade e incidentes impactam diretamente o risco sistêmico.

Do ponto de vista técnico, isso exige arquiteturas resilientes, backups imutáveis, testes recorrentes de restore e disaster recovery, além de metas claras de RPO e RTO alinhadas ao negócio. Reguladores não querem planos. Eles querem evidência de que o ambiente volta a operar dentro do tempo aceitável, com testes e registros que comprovem a capacidade real de recuperação.

Como a Conversys endereça esse cenário na prática

A abordagem técnica da Conversys combina segurança, conectividade, observabilidade e operação em projetos estruturados de adequação regulatória.

Entre os componentes típicos desse tipo de projeto estão:

  • Arquitetura Zero Trust / SASE
  • SD-WAN segura para filiais e ambientes distribuídos
  • Segmentação de rede e proteção de ambientes críticos
  • Observabilidade
  • Monitoramento com KPIs operacionais e relatórios de compliance
  • Backup, restore e continuidade com testes reais
  • Operação assistida e governança contínua

O resultado vai além de “mais segurança”. Ele entrega controle técnico verificável, redução de risco operacional, conformidade demonstrável e maior eficiência com previsibilidade.

2026 como marco de maturidade tecnológica

As novas regulamentações não são apenas uma obrigação legal. Elas forçam o mercado financeiro a dar um salto de maturidade.

Instituições que tratam compliance como arquitetura, e não como documento, estarão mais preparadas para crescer, inovar e sustentar confiança em um cenário onde segurança, auditoria e continuidade se tornam parte do core do negócio.

Na Conversys, ajudamos clientes a transformar exigências regulatórias em arquiteturas seguras, observáveis e resilientes, prontas para auditorias, crescimento e operação crítica.

Fale com o time da Conversys!

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site é protegido pelo reCAPTCHA e aplicam-se a Política de Privacidade e os Termos de Serviço do Google.

pt_BR